Marquês de Sade e o Sadismo

7 de Março de 2016

Marquês de Sade e o Sadismo

Longe do que muitos acreditam, sexo e literatura andam de mãos dadas muito antes de 50 Tons de Cinza aparecer causando frenesi. Ou da Bruna Surfistinha revelando as intimidades de uma garota de programa.

O maior exemplo pode ser encontrado em um autor francês do século XVIII: Marquês de Sade. Você pode nunca ter ouvido falar dele, mas com certeza, já esbarrou com uma famosa expressão que surgiu devido à sua obra: Sadismo.


O sadismo nada mais é do que sentir prazer - ou o aumento deste - através do sofrimento alheio. Pode parecer uma perversão, ou algo assim, mas não podemos negar que todos nós temos um lado sádico: aquele tapa, as mordidas, os acessórios, aquela bombada mais forte e tantas outras coisas...


Aquele “tapinha que não dói” poderia ser considerado um grave pecado ou caso de calamidade pública se esse homem não tivesse escrito obras como a “Filosofia na Alcova”, “Os 120 Dias de Sodoma”, “Justine” e tantas outras. Em cada livro nos deparamos com descrições, algumas muito detalhadas, de diversos costumes sexuais de sua época, que eram duramente reprimidos, seja pela igreja ou pela medicina. Sade chegou a ser preso e internado num hospício, aonde veio a falecer em 1814.


Sua obra foi importante, pois de modo aberto e sério, tocou num assunto que não se ousava falar, mostrando que todos, sem exceção, gostam de uma "sacanagenzinha" de vez em quando; que sexo e prazer são inerentes ao ser humano e que, quando reprimidos, podem levar a depravações ainda mais graves e até ao desejo de levar o outro a morte.


Qualquer livro do Marquês de Sade, ou filme inspirado em sua obra, pode muito bem alimentar sua imaginação, com posições e perversões que você possivelmente tentará reproduzir em quatro paredes. Portanto, corra e adquira alguma coisa do Sade. Lembre-se que, se hoje temos o direito de sentir prazer da maneira que for, indo muito além do tradicional papai e mamãe, muito se deve a esse homem.