Como Era o Sexo na Roma Antiga

28 de Setembro de 2015

Como Era o Sexo na Roma Antiga

Roma Antiga é a civilização que, partindo da cidade de Roma, se desenvolveu pelas costas do Mar Mediterrâneo e Europa adentro durante os séculos VIII a.C. e V d.C. Formou um vastíssimo império, mudou os rumos da humanidade – sobretudo quando aderiu ao cristianismo – e seu fim representa para os historiadores o início da Idade Média.


E a primeira razão pela qual Roma conseguiu tamanha expansão é muito simples: assim como todos os homens de que se têm notícia, os romanos também se reproduziam, logo, faziam sexo. Curioso notar que isso não consta nos manuais escolares. Sendo assim, falemos disso.


Em primeiro lugar, é importante saber que os romanos eram extremamente machistas, mas um machismo diferente dos tempos atuais, por exemplo, não havia problemas para um homem de classe superior relacionar-se com outro homem, o prazer sexual não era condenado, o que era socialmente preocupante seria o envolvimento emocional, e isso também em relação às mulheres.


Numa sociedade escravista como a romana, o ideal era não se envolver, não tornar-se escravo do parceiro. Se numa transa, a mulher estivesse “cavalgando” por cima, ela só estaria a servir o macho, e não agindo de maneira ativa na relação. Homens da alta sociedade divertiam-se em suas relações com escravos, e mesmo com meninos, consideravam sentir por estes um amor tranquilo, diferentemente do amor por uma mulher, que pode atormentar a vida de um homem, fazendo-o servo dela.


Nenhuma nudez era castigada, assim como nós temos nossas praias, os romanos tinham os banhos públicos, era uma experiência cotidiana ficar pelado na frente dos outros. No caso das mulheres, ficar sem roupa diante de um escravo, era o mesmo de ficar nua perante a um animal.


Muito bem, já dissemos que os romanos não se importavam em transar com homens ou mulheres, e que era usual ficar pelado em público. Daí, podemos pensar que era tudo uma pouca vergonha, calma lá, tudo tem limite. Pervertido mesmo era o cidadão que transava durante o dia sem estar recém-casado em época de núpcias.


O certo era fazer sexo a partir do cair da noite e sem criar penumbras, se quisesse ver a mulher se contorcendo, teria de posicionar a cama perto da janela e esperar a hora da Lua passar. E de maneira alguma homens honestos faziam amor com uma mulher inteiramente despida. Só as perdidas tiravam o sutiã, e nem mesmo as prostitutas ficavam com os seios de fora.


Apesar disso, muitos tiranos foram tão libertinos a ponto de violar outras regras, tais como: possuir uma mulher casada, ou a própria irmã, ou virgens de boa família. E não chega a ser libertinagem – tá mais pra fofoca de TV Fama – mas o imperador Justiniano, casou-se com uma ex-atriz, que fazia strip-tease no teatro público.


De resto os romanos eram como nós: pega no meu que eu pego na sua, mostra o seu que eu mostro a minha, minha mãe não deixa, só vou por a cabecinha, juro que sou virgem, e por vai...


Num constante movimento de entra-e-sai de séculos, o sexo vai prazerosamente girando a engrenagem da história.


Fonte: História da Vida Privada - Vol. 1 - Do Império Romano ao Ano Mil
- G.Duby e P.Ariès